Open Insurance tornará mais competitivas as ofertas de Seguros

Seguros Cibernéticos

Com toda certeza, se perguntasse a qualquer pessoa há meio século atrás o que ela esperaria do futuro, certamente esta não seria capaz de imaginar que actualmente estamos todos conectados através de uma rede virtual, enviando e recebendo informações em milésimos de segundos. Isso é devido ao fato de que as novas tecnologias surgiram e reinventaram o nosso modo de interagir e viver o mundo a todo instante.

A tecnologia veio para ficar no sistema financeiro, e neste campo o “Open Insurance” surge como denominador de um ecossistema que permite aos consumidores a partilha de informações e dados a respeito de produtos e serviços de seguros e previdência, entre diferentes empresas autorizadas e credenciadas pelo Supervisor e Regulador de um determinado mercado, no caso particular de Angola a ARSEG (Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros.

Esta proposta do “Open Insurance” é permitir aos consumidores a partilha de dados entre empresas, e também, facilitar o processo de tomada de decisão no que concerne a produtos e serviços das seguradoras de forma justa.  Do ponto de vista dos Seguradores, o objectivo é tornar mais competitivas as ofertas e também incentivar a inovação com a incorporação de novas tecnologias para facilitar e beneficiar os consumidores de seguros.

Este ecossistema de informações partilhadas tem como base dois tipos de dados, pessoais e públicos. Os dados pessoais são compostos pelas informações de registo dos consumidores, tais como; dados de apólices; contratos; títulos de capitalização, histórico de utilização, as transições dos clientes entre as seguradoras e outros. O esperado é que o “Open Insurance” aumente a competitividade no mercado de seguros, impulsionando empresas estabelecidas, bem como a novas que possam vir a entrar no mercado, a estas desenvolverem novos produtos para clientes.

Com o “Open Insurance”, o mercado passa a ser guiado pela demanda, pelo desejo do consumidor, e não pela oferta, pela imposição das empresas. Informação só representa custos menores para consumidores se essa informação permitir a competição, pois num mercado dominado por poucas empresas a informação até pode ser usada para uma oferta de produtos melhores, mas também mais caros.

Seguindo no mesmo pressupostos do “Open Banking”, o “Open Insurance” trata-se de um sistema que reúne diversas instituições do mercado de seguros num ambiente padronizado de serviços e dados. Sendo assim, as empresas participantes poderão criar os seus produtos e aplicativos e disponibiliza-los aos usuários, que terão uma melhor experiência e facilidade de acesso aos benefícios das ofertas.

O conceito de “Open Insurance” tem como base 3 princípios

Inovação Aberta

Disponibilização de dados e serviços de forma padronizada e integrada, permitindo a criação e o desenvolvimento de novas soluções para todas as instituições de seguros e previdência envolvidas.

Experiência Digital

Utilização de novas tecnologias  de transformação digital no mercado segurador, como o Big Data e Inteligência Artificial, trazendo uma melhor experiência digital para usuários e facilitando os processos dos corretores de seguros. Sendo assim, proporcionando uma maior agilidade no uso de serviços e dados e na oferta de produtos customizados para atender as principais necessidades dos clientes.

Novos Modelos de Negócio

Com a Inovação Aberta e as Experiências Digitais, cada vez mais, novos modelos de negócio surgirão e criarão benefícios ao mercado segurador em causa.

Dessa forma, podemos resumir que o “Open Insurance”, na prática, tende a ser um sistema que viabiliza que as instituições do sector de seguros possam trabalhar em conjunto, oferecendo melhores produtos e novas experiências aos seus clientes, a partir da inovação em aplicações, serviços e modelos de negócio.

Em poucas palavras, o “Open Insurance” promete uma maior democratização do acesso a produtos de seguros e previdência. E esse sistema despoletará um grande impacto no mercado, já que promove a transformação da concorrência num sector tão tradicional e conservador como o de seguros.

A ARSEG (Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros) tem neste domínio um grande desafio pela frente, que será a regulamentação do “Open Insurance” em Angola

José Araújo

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