Para os entendidos na matéria, diversificar formas de investimentos sem grandes
esforços para o aumento de capital torna-se cada vez mais atrativo. Enquanto uns optam por escolher a Reserva de Valores como uma forma de investimento, outros preferem investir em Fundos de Pensões, com a finalidade de acumular capital indispensável para a reforma.
O que se entende por Reserva de Valores?
A Reserva de Valores serve como proteção contra as variações do mercado, e consequentemente, é composta por ativos que preservam o poder de compra a longo prazo.
Ao se constituir uma reserva de valor, garante-se a manutenção do valor do património independentemente do cenário económico. Inclusivé muitos investidores corporativos usam este tipo de reserva para preservar o seu património perante crises económicas e políticas.
Para ter uma boa Reserva de Valor os ativos e bens devem ter quatro características principais:
- Preservação do valor ao longo do tempo;
- Escassez;
- Ter liquidez;
- Não se deteriorar com o passar do tempo.
E a que se refere Fundos de Pensões?
São uma forma de poupança a longo prazo que visa garantir um rendimento
complementar na reforma, para além da pensão da Segurança Social. São constituídos por contribuições regulares, geralmente mensais e efetuadas pela empresa ou individualmente, que são investidas de forma diversificada em vários tipos de ativos financeiros (ações, obrigações, imóveis, etc.) com o objetivo de obter um retorno ao longo do tempo.
Os Fundos de Pensões são importantes pela sua capacidade de proporcionar uma fonte adicional de rendimento na reforma, o que é especialmente relevante num contexto em que a sustentabilidade dos sistemas públicos de pensões é uma preocupação crescente e quase inexistente em países como os Palop. Além disso, os Fundos de Pensões oferecem a possibilidade de beneficiar de vantagens fiscais, uma vez que as contribuições são geralmente dedutíveis no Impostos sobre Rendimentos Singulares (IRS).
Os Fundos de Pensões desempenham um papel crucial tanto para a economia do Estado como para o indivíduo:
- Poupança a Longo Prazo: os Fundos de Pensões acumulam capital ao longo do tempo através de investimentos realizados nos mercados financeiros. Quanto mais cedo for constituído o Fundo de Pensões, maior será o montante de poupança que poderá ser acumulado.
- Segurança na Reforma: muitas pessoas poupam ao longo da vida
ativa para não passar por dificuldades financeiras quando se reformarem. Os
Fundos de Pensões são uma forma de acautelar a reforma. - Diversificação do Investimento: uma das principais características dos Fundos de pensões é a diversificação nas suas decisões de investimento, ao ser alocado o capital não só a diferentes instrumentos, como frequentemente a distintas classes de instrumentos financeiros.
- Benefícios Fiscais: através do Fundo de Pensões é possível otimizar custos
para indivíduos e empresas, entre eles dedução no IRS (Imposto sobre
Rendimento de Pessoas Singulares) e IRC (Imposto sobre Rendimento de
Pessoas Colectivas), além da otimização de custos nas contribuições feitas
para a Segurança Social. - Contribuição para a Economia do Estado: o sistema de pensões é vital na
economia de um País. Os Fundos de Pensões são privilegiados captadores de poupança pela sua tecnologia específica e pelos avultados montantes que os movimentam, sendo verdadeiros investimentos institucionais.
Em relação aos Planos de Poupança reforma (PPR), os Fundos de Pensões apresentam algumas diferenças. Enquanto PPR são produtos individuais, os Fundos de Pensões são geralmente colectivos, isto é, são contratados por empresas para os seus trabalhadores. Além disso, os PPR tem limites anuais de contribuição para beneficiar das vantagens fiscais, e nos Fundos de Pensões os limites são mais elevados.
Embora a Reserva de Valores e Fundos de Pensões se diferenciem na sua aplicabilidade, ambos são uma forma de acumular capitais.
Célia Fanilda Manguele
Subscritora de Seguros
