Reserva de Valores verso Fundos de Pensões

Para os entendidos na matéria, diversificar formas de investimentos sem grandesesforços para o aumento de capital torna-se cada vez mais atrativo. Enquanto uns optam por escolher a Reserva de Valores como uma forma de investimento, outros preferem investir em Fundos de Pensões, com a finalidade de acumular capital  indispensável para a reforma. O que se entende por Reserva de Valores? A Reserva de Valores serve como proteção contra as variações do mercado, e consequentemente, é composta por ativos que preservam o poder de compra a longo prazo.Ao se constituir uma reserva de valor, garante-se a manutenção do valor do património independentemente do cenário económico. Inclusivé muitos investidores corporativos  usam este tipo de reserva para preservar o seu património perante crises económicas e políticas. Para ter uma boa Reserva de Valor os ativos e bens devem ter quatro características principais: E a que se refere Fundos de Pensões? São uma forma de poupança a longo prazo que visa garantir um rendimentocomplementar na reforma, para além da pensão da Segurança Social. São constituídos por contribuições regulares, geralmente mensais e efetuadas pela empresa ou individualmente, que são investidas de forma diversificada em vários tipos de ativos financeiros (ações, obrigações, imóveis, etc.) com o objetivo de obter um retorno ao longo do tempo. Os Fundos de Pensões são importantes pela sua capacidade de proporcionar uma fonte adicional de rendimento na reforma, o que é especialmente relevante num contexto em que a sustentabilidade dos sistemas públicos de pensões é uma preocupação crescente e quase inexistente em países como os Palop. Além disso, os Fundos de Pensões oferecem a possibilidade de beneficiar de vantagens fiscais, uma vez que as contribuições são geralmente dedutíveis no Impostos sobre Rendimentos Singulares (IRS). Os Fundos de Pensões desempenham um papel crucial tanto para a economia do Estado como para o indivíduo: Em relação aos Planos de Poupança reforma (PPR), os Fundos de Pensões apresentam algumas diferenças. Enquanto PPR são produtos individuais, os Fundos de Pensões são geralmente colectivos, isto é, são contratados por empresas para os seus trabalhadores. Além disso, os PPR tem limites anuais de contribuição para beneficiar das vantagens fiscais, e nos Fundos de Pensões os limites são mais elevados.Embora a Reserva de Valores e Fundos de Pensões se diferenciem na sua aplicabilidade, ambos são uma forma de acumular capitais. Célia Fanilda Manguele Subscritora de Seguros

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Seguro de Vida, a sua importância socioeconómica

O sector segurador é parte integrante do sistema financeiro de qualquer país e desempenha um papel fundamental na economia. Como estabilizador das economias, reparando os danos causados por sinistros cujos bens e pessoas estejam cobertos por apólices de seguros e, também, como um grande e sólido financiador das economias. Em Angola, o consumo de seguros, desde 2008 tem vindo a crescer e a tentar aproximar-se dos padrões Africanos de consumo medidos pelos índices de densidade e de penetração, cuja tendência foi interrompida em 2014 com o agravamento económico originado pela crise petrolífera, a subida vertiginosa da inflação, e a desvalorização abrupta do Kwanza fez com que os clientes que efetuavam seguros das suas poupanças, passassem a optar por depósitos nos bancos, a fim de obterem total liquidez. O ramo de Vida em Angola tem ainda um grande potencial de crescimento que deve ser aproveitado pelas seguradoras, inovando nos produtos, adaptando-os às necessidades dos consumidores, divulgando e explicando as vantagens destes em relação a outros como naturais instrumentos de poupança. Os seguros de vida nos países mais avançados em África são uma das alavancas basilares do desenvolvimento económico e social, já que estes desempenham um papel fundamental da forma como contribuem para a formação do hábito sistemático de poupança, e a maneira como garantem as consequências económicas do risco de uma pessoa falecer. Por outro lado, a sua contribuição na formação de poupança dos cidadãos de maneira a garantir necessidades futuras numa esperança de vida mais longa e consequentemente contribuir para um desenvolvimento económico sustentável dos países, através do investimento a longo prazo das provisões técnicas das seguradoras. Em termos gerais, um Seguro de Vida consiste num seguro de pessoas, em que é contratado o pagamento, por parte da seguradora, de uma quantia previamente estipulada em caso de morte ou vida da pessoa segura, num determinado momento. Estes, por um lado, podem classificar-se em Seguros de Vida Tradicionais, Financeiros, de Rendas Imediatas e ainda Planos de Poupança Reforma. De entre os primeiros, consideramos os de Risco, Misto e Capitais Diferidos. No que diz respeito aos Seguros Financeiros, estes englobam os Seguros de Capitalização. Deste modo, torna-se já notável pela sua própria definição, que existem vários tipos de Seguros de Vida: A procura de seguros por parte das empresas e famílias depende do nível de rendimento e da cultura existente sobre o seguro. Dado que todos nós fazemos, a todo o momento, uma hierarquização das nossas necessidades, mesmo que inconscientemente, logo que satisfeitas as necessidades mínimas começamos a pensar no futuro e em assegurar esse bem-estar. Apesar da cultura Africana de ” Viver o presente e amanhã logo se verá”, é notável uma relação direta entre a procura de seguros e o nível de desenvolvimento/crescimento económico do país. Por um lado, níveis de crescimento económico mais elevados geram maior riqueza e, uma vez que a aversão ao risco é uma constante, é possível fazer-se a aplicação de uma parte do fluxo de rendimento na redução do risco e daí uma maior procura de seguros. Por outro lado, um maior rendimento poderá também gerar um maior índice de poupança, fundamental para sustentar o crescimento económico e que também poderá refletir-se num aumento do Ramo Vida, particularmente nos seguros Financeiros e Planos de Poupança Reforma. Esta relação direta veio fazer-se sentir com enorme relevo devido à consciencialização perante a crise petrolífera e ao facto de as taxas de juro terem vindo, constantemente, a baixar e, portanto, ao aumento da procura de produtos substitutos que garantam um maior rendimento. O próprio desenvolvimento institucional pode originar uma maior procura de produtos, como por exemplo a obrigatoriedade do Seguro Automóvel, o Seguro de Acidentes de Trabalho e Incêndio e Vida risco associados a empréstimos bancários destinados a aquisição de habitação própria. A indústria seguradora está enquadrada no sistema financeiro e que, pelas suas características, contribui para a poupança e cobertura de riscos no País. Desta forma, revela uma enorme importância tanto do ponto de vista económico como social. Os seguros são instrumentos que promovem a estabilidade financeira e a segurança de todo o género de operações reais e, em geral, através dos seguros de vida e dos investimentos das companhias com um carácter de médio e longo prazo, potenciam as relações económicas e mobilizam a poupança do país encaminhando-a para os mercados financeiros.

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