Seguro de Vida, a sua importância socioeconómica

Seguro Vida e Saúde

O sector segurador é parte integrante do sistema financeiro de qualquer país e desempenha um papel fundamental na economia. Como estabilizador das economias, reparando os danos causados por sinistros cujos bens e pessoas estejam cobertos por apólices de seguros e, também, como um grande e sólido financiador das economias.

Em Angola, o consumo de seguros, desde 2008 tem vindo a crescer e a tentar aproximar-se dos padrões Africanos de consumo medidos pelos índices de densidade e de penetração, cuja tendência foi interrompida em 2014 com o agravamento económico originado pela crise petrolífera, a subida vertiginosa da inflação, e a desvalorização abrupta do Kwanza fez com que os clientes que efetuavam seguros das suas poupanças, passassem a optar por depósitos nos bancos, a fim de obterem total liquidez.

O ramo de Vida em Angola tem ainda um grande potencial de crescimento que deve ser aproveitado pelas seguradoras, inovando nos produtos, adaptando-os às necessidades dos consumidores, divulgando e explicando as vantagens destes em relação a outros como naturais instrumentos de poupança.

Os seguros de vida nos países mais avançados em África são uma das alavancas basilares do desenvolvimento económico e social, já que estes desempenham um papel fundamental da forma como contribuem para a formação do hábito sistemático de poupança, e a maneira como garantem as consequências económicas do risco de uma pessoa falecer. Por outro lado, a sua contribuição na formação de poupança dos cidadãos de maneira a garantir necessidades futuras numa esperança de vida mais longa e consequentemente contribuir para um desenvolvimento económico sustentável dos países, através do investimento a longo prazo das provisões técnicas das seguradoras.

Em termos gerais, um Seguro de Vida consiste num seguro de pessoas, em que é contratado o pagamento, por parte da seguradora, de uma quantia previamente estipulada em caso de morte ou vida da pessoa segura, num determinado momento. Estes, por um lado, podem classificar-se em Seguros de Vida Tradicionais, Financeiros, de Rendas Imediatas e ainda Planos de Poupança Reforma.

De entre os primeiros, consideramos os de Risco, Misto e Capitais Diferidos. No que diz respeito aos Seguros Financeiros, estes englobam os Seguros de Capitalização. Deste modo, torna-se já notável pela sua própria definição, que existem vários tipos de Seguros de Vida:

  • Seguro em caso de vida;
  • Seguro em caso de morte;
  • Seguro misto.

A procura de seguros por parte das empresas e famílias depende do nível de rendimento e da cultura existente sobre o seguro. Dado que todos nós fazemos, a todo o momento, uma hierarquização das nossas necessidades, mesmo que inconscientemente, logo que satisfeitas as necessidades mínimas começamos a pensar no futuro e em assegurar esse bem-estar. Apesar da cultura Africana de ” Viver o presente e amanhã logo se verá”, é notável uma relação direta entre a procura de seguros e o nível de desenvolvimento/crescimento económico do país.

Por um lado, níveis de crescimento económico mais elevados geram maior riqueza e, uma vez que a aversão ao risco é uma constante, é possível fazer-se a aplicação de uma parte do fluxo de rendimento na redução do risco e daí uma maior procura de seguros. Por outro lado, um maior rendimento poderá também gerar um maior índice de poupança, fundamental para sustentar o crescimento económico e que também poderá refletir-se num aumento do Ramo Vida, particularmente nos seguros Financeiros e Planos de Poupança Reforma.

Esta relação direta veio fazer-se sentir com enorme relevo devido à consciencialização perante a crise petrolífera e ao facto de as taxas de juro terem vindo, constantemente, a baixar e, portanto, ao aumento da procura de produtos substitutos que garantam um maior rendimento. O próprio desenvolvimento institucional pode originar uma maior procura de produtos, como por exemplo a obrigatoriedade do Seguro Automóvel, o Seguro de Acidentes de Trabalho e Incêndio e Vida risco associados a empréstimos bancários destinados a aquisição de habitação própria.

A indústria seguradora está enquadrada no sistema financeiro e que, pelas suas características, contribui para a poupança e cobertura de riscos no País. Desta forma, revela uma enorme importância tanto do ponto de vista económico como social. Os seguros são instrumentos que promovem a estabilidade financeira e a segurança de todo o género de operações reais e, em geral, através dos seguros de vida e dos investimentos das companhias com um carácter de médio e longo prazo, potenciam as relações económicas e mobilizam a poupança do país encaminhando-a para os mercados financeiros.

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